quinta-feira, 4 de março de 2010

Ainda ...

ainda gosto de ti

ainda vibro com o teu cheiro

ainda "babo" por ti

ainda te quero mas nao como sempre quis..

ainda te espero

mas ... já não sofro... pelo menos ja nao sofro tanto...

ainda ....

espero que não seja para sempre!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

AMO-TE

Eu amo-te!

É o teu ódio que me dá forças para continuar.

Sei que vives a falar de mim por aí, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Todos ficam interessados em conhecer uma pessoa tão o oposto de ti.

Tu poderias estar a fazer outras coisas, cuidar da tua vida, dedicando-te ao trabalho, estudar um pouco. Mas não: TU prefere gastar o teu tempo a detestar-me. Não sei nem se mereço tamanha consideração.

Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que tu mais detesta.

Prometo jamais te responder à altura quando fores grosseiro comigo. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que me dedicas.

Prometo que se algum dia, deixares de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei a amar-te. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.

Pena que não estejas a ver-me neste momento, pois verias o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiarias ainda mais.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

saudade

hoje deu saudade!
hoje apeteceu ligar!
hoje chorei!
hoje não sei se te amo ou amo o amor que te tenho!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

...

"Ao espelho, onde vês o reflexo entre o homem que és e aquele que gostarias de ser, respiras fundo e desejas que essa mulher chegue um dia, não demasiado cedo para te assustar nem demasiado tarde, porque entretanto, pode aparecer outra e tu vais deixar-te ir, convencido de que é essa, e não eu, a mulher da tua vida."

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Coraçao


"Gostava de pousar minha cabeça
sobre o teu peito e assim permanecer,
sentir em mim o teu coração bater
para que o meu o escute e não esmoreça.
E para que melhor ele me conheça
dizer-lhe o que tem sido o meu viver
nesta ansiedade louca de te ver
com a honestidade de quem se confessa.
Contar-lhe como o amor é bom, mas triste
quando a saudade entre dois seres existe,
porque uma força injusta os separou.
Depois... esperar e ouvir a sua resposta,
se ele acelerar é porque gosta
de quem, durante todo este tempo, o desejou!"

Amor platonico «3


“ Há pessoas que só sabem amar na ausência, na distância, na certeza de uma proximidade previsível e meticulosamente programada, onde o amor é dado a conta-gotas como se de uma panaceia se tratasse. Há pessoas que vivem com mais intensidade o amor ausente, perdido, esquecido ou ultrapassado, que saboreiam na solidão o prazer do reencontro, que partilham em sonhos e pelos fios do telefone sem fio os seus desejos e vontades com maior afecto e doçura do que se estivessem ao nosso lado. É desta matéria que são feitos os amores platónicos. No segredo de uma sala onde só a musica se ouve, no recolhimento de uma cama de um só corpo, nas saudades mudas e raramente partilhadas com aqueles que se ama.

Felizmente há outras formas de amar. Só que são mais difíceis, custam a aprender e cansam-nos muito mais. Ainda não encontrei em nenhum dicionário o verbo dar como sinónimo de amar, mas talvez ainda não seja tarde. Porque não concebo outra forma de amar que não seja a da partilha dos afectos e do despojamento de tudo aquilo que somos, com tudo o que de bom e de mau isso possa representar, nos braços daquele que amamos.

Um grande amor nunca se faz sem entrega, e se não há entrega então é porque não há amor. É como quem ama a vida: nunca tem medo de se entregar a ela, mesmo que isso lhe custe a sua própria existência. Quem tem medo da vida e da vontade acaba por não viver. Eu só sei amar assim, com mãos estendidas e o coração sem defesas. Chamam-me romântica. Eu acho que sou apenas lúcida. Se não viver assim, com o coração fora do peito, embalada por um sonho que me aquece o corpo e o espírito nas noites de mais um Outono morno e luminoso, sei que a tristeza pode tomar conta da minha vida e a seguir à tristeza ou vem a indiferença ou a loucura, que afinal podem ser e tantas vezes são a mesma coisa.

Nascemos todos para amar mas demoramos muitos anos a aprender que amar nem sempre é um verbo recíproco. Se essa fosse a primeira coisa a descobrir, viveríamos o amor de uma forma muito mais justa e serena. E cada vez que ele fosse correspondido, aceitaríamos tal presente como uma preciosidade, uma raridade, um bem de valor incalculável e inestimável.

O amor platónico é um amor egoísta e estéril e devia ser proibido. É como se Mozart nunca tivesse vendido as suas sinfonias, como se Monet escondesse os seus quadros, como se O’Neill recusasse partilhar com o mundo o seu espólio poético. O amor platónico é um erro, um absurdo, um disparate, um acto gratuito, quase criminoso.

Só aceito o amor platónico quando já não existe nenhuma outra forma de o viver. E só há uma impossibilidade real na vida; chama-se morte, é sempre inevitável, quase sempre inesperada e infelizmente irreversível. E quando ela chega e leva o nosso amor, então nessa altura, se pode viver um amor platónico, espiritual, sofrido, triste, desgastado, perdido e sem esperança.

Mas enquanto estamos vivos, é preciso saber viver o amor, esquecer as mágoas e matar inseguranças e acreditar que vale a pena amar alguém, que vale a pena partilhar o nosso amor, mesmo que quem o recebe não saiba abrir as mãos para o agarrar.

Se os homens sentissem mais e pensassem menos, talvez Platão se tivesse ocupado com outras teorias mais produtivas. 
Ou talvez não. Afinal de contas não era mulher. “