quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

AMO-TE

Eu amo-te!

É o teu ódio que me dá forças para continuar.

Sei que vives a falar de mim por aí, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Todos ficam interessados em conhecer uma pessoa tão o oposto de ti.

Tu poderias estar a fazer outras coisas, cuidar da tua vida, dedicando-te ao trabalho, estudar um pouco. Mas não: TU prefere gastar o teu tempo a detestar-me. Não sei nem se mereço tamanha consideração.

Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que tu mais detesta.

Prometo jamais te responder à altura quando fores grosseiro comigo. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que me dedicas.

Prometo que se algum dia, deixares de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei a amar-te. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.

Pena que não estejas a ver-me neste momento, pois verias o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiarias ainda mais.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

saudade

hoje deu saudade!
hoje apeteceu ligar!
hoje chorei!
hoje não sei se te amo ou amo o amor que te tenho!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

...

"Ao espelho, onde vês o reflexo entre o homem que és e aquele que gostarias de ser, respiras fundo e desejas que essa mulher chegue um dia, não demasiado cedo para te assustar nem demasiado tarde, porque entretanto, pode aparecer outra e tu vais deixar-te ir, convencido de que é essa, e não eu, a mulher da tua vida."

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Coraçao


"Gostava de pousar minha cabeça
sobre o teu peito e assim permanecer,
sentir em mim o teu coração bater
para que o meu o escute e não esmoreça.
E para que melhor ele me conheça
dizer-lhe o que tem sido o meu viver
nesta ansiedade louca de te ver
com a honestidade de quem se confessa.
Contar-lhe como o amor é bom, mas triste
quando a saudade entre dois seres existe,
porque uma força injusta os separou.
Depois... esperar e ouvir a sua resposta,
se ele acelerar é porque gosta
de quem, durante todo este tempo, o desejou!"

Amor platonico «3


“ Há pessoas que só sabem amar na ausência, na distância, na certeza de uma proximidade previsível e meticulosamente programada, onde o amor é dado a conta-gotas como se de uma panaceia se tratasse. Há pessoas que vivem com mais intensidade o amor ausente, perdido, esquecido ou ultrapassado, que saboreiam na solidão o prazer do reencontro, que partilham em sonhos e pelos fios do telefone sem fio os seus desejos e vontades com maior afecto e doçura do que se estivessem ao nosso lado. É desta matéria que são feitos os amores platónicos. No segredo de uma sala onde só a musica se ouve, no recolhimento de uma cama de um só corpo, nas saudades mudas e raramente partilhadas com aqueles que se ama.

Felizmente há outras formas de amar. Só que são mais difíceis, custam a aprender e cansam-nos muito mais. Ainda não encontrei em nenhum dicionário o verbo dar como sinónimo de amar, mas talvez ainda não seja tarde. Porque não concebo outra forma de amar que não seja a da partilha dos afectos e do despojamento de tudo aquilo que somos, com tudo o que de bom e de mau isso possa representar, nos braços daquele que amamos.

Um grande amor nunca se faz sem entrega, e se não há entrega então é porque não há amor. É como quem ama a vida: nunca tem medo de se entregar a ela, mesmo que isso lhe custe a sua própria existência. Quem tem medo da vida e da vontade acaba por não viver. Eu só sei amar assim, com mãos estendidas e o coração sem defesas. Chamam-me romântica. Eu acho que sou apenas lúcida. Se não viver assim, com o coração fora do peito, embalada por um sonho que me aquece o corpo e o espírito nas noites de mais um Outono morno e luminoso, sei que a tristeza pode tomar conta da minha vida e a seguir à tristeza ou vem a indiferença ou a loucura, que afinal podem ser e tantas vezes são a mesma coisa.

Nascemos todos para amar mas demoramos muitos anos a aprender que amar nem sempre é um verbo recíproco. Se essa fosse a primeira coisa a descobrir, viveríamos o amor de uma forma muito mais justa e serena. E cada vez que ele fosse correspondido, aceitaríamos tal presente como uma preciosidade, uma raridade, um bem de valor incalculável e inestimável.

O amor platónico é um amor egoísta e estéril e devia ser proibido. É como se Mozart nunca tivesse vendido as suas sinfonias, como se Monet escondesse os seus quadros, como se O’Neill recusasse partilhar com o mundo o seu espólio poético. O amor platónico é um erro, um absurdo, um disparate, um acto gratuito, quase criminoso.

Só aceito o amor platónico quando já não existe nenhuma outra forma de o viver. E só há uma impossibilidade real na vida; chama-se morte, é sempre inevitável, quase sempre inesperada e infelizmente irreversível. E quando ela chega e leva o nosso amor, então nessa altura, se pode viver um amor platónico, espiritual, sofrido, triste, desgastado, perdido e sem esperança.

Mas enquanto estamos vivos, é preciso saber viver o amor, esquecer as mágoas e matar inseguranças e acreditar que vale a pena amar alguém, que vale a pena partilhar o nosso amor, mesmo que quem o recebe não saiba abrir as mãos para o agarrar.

Se os homens sentissem mais e pensassem menos, talvez Platão se tivesse ocupado com outras teorias mais produtivas. 
Ou talvez não. Afinal de contas não era mulher. “

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

bons sonhos


Cheguei á pouco a casa e vou dormir,

Vou dormir e abraçar todas as lembranças!

Vou dormir e beijar com toda a vontade do mundo,

Todos os momentos que se passaram!

Vou dormir e mais uma vez…

Sonhar contigo

Comigo

Connosco!